TJRS diz que não houve perda de dados com ataque hacker, mas usuários reclamam da falta de transparência

Por meio de nota oficial, divulgada no final do dia 15 de maio, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que admitiu sofrer a maior invasão hacker da história do Judiciário, diz que a recuperação dos sistemas de informática avança, com a recuperação dos principais sistemas judiciais, administrativos e de comunicação. Não houve perdas de dados e alguns operam com pequenas restrições.

Entre os progressos obtidos no final desta semana, foram restabelecidos os sistemas do Diário da Justiça Eletrônico, Methis (utilizados pelos CEJUSCs), o Plantão Web 2G, Themis 1G das comarcas do interior, Portal PEC, SASV (agendamento de audiências com videoconferências), Gestão de Estágios. A plataforma para Alvarás Eletrônicos está em fase de testes finais. Pastas de rede encontram-se em recuperação intermediária. Mas o acesso remoto via Metraframe e VPN continuam vedados.

O problema é que, dezessete dias depois, usuários dos sistemas do TJRS reclamam da pouca transparência. Os processos físicos que já estavam com tramitação apenas interna em razão da pandemia, estão com muitas das movimentações impossibilitadas.

Um funcionário de uma vara cível do Foro Central de Porto Alegre contou ao jornal Zero Hora que a a expedição de alvarás, por exemplo, para quem tem valores a receber em ações judiciais está parada. Além disso, não há como dar baixa definitiva em ações. Entre 28 de abril e 10 de maio, segundo esse funcionário, tudo ficou parado, sem possibilidade de expedir também ofícios, mandados, entre outros documentos.

Oficialmente o TJRS não revela se pagou ou não resgate aos hackers para recuperar os dados criptografados no ataque hacker. O mercado especula que os hackers teriam cobrado R$ 26 milhões ao Tribunal.

Hermann Santos de Almirante

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