Quase metade das empresas nacionais assume não estarem prontas para a LGPD

Desde que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor, em setembro de 2020, as organizações brasileiras passaram a trabalhar em iniciativas concretas para se adequarem à norma. Entretanto, mais de dois anos após o início da vigência, apenas 36% das empresas afirmam estar totalmente aderentes ao novo regulamento, de acordo com dados do estudo IT Trends Snapshot 2023, elaborado pela Logicalis. Ainda assim, grande parcela das empresas (43%) continua na fase de adoção, com iniciativas concretas de implementação.

Em paralelo a esse movimento, o percentual de organizações que afirma não ter iniciativas específicas para LGPD também caiu significativamente: na edição de 2019 do IT Snapshot, o índice era de 41%, em 2021 o número caiu para 12%, e, neste ano chegou a 6%. Isso demonstra que as questões relacionadas à privacidade e à gestão de dados vêm ganhando cada vez mais espaço dentro das organizações.

De acordo com Yassuki Takano, diretor de Consultoria da Logicalis Brasil, ainda há um longo caminho a ser percorrido para que as empresas estejam totalmente em compliance com a lei. “Houve uma queda significativa na priorização do tema pelo setor de TI, o que pode revelar que as empresas já avançaram de alguma forma no tema. Se em 2021, 51% dos respondentes afirmaram que o tema de LGPD era uma prioridade na agenda de TI, nesta edição, este percentual caiu para 8%”, afirma o executivo.

Questionados sobre os principais desafios de adequação à LGPD, os respondentes citaram: Adequação de processos/sistemas (26%), Engajamento de usuário/colaboradores (18%), Segurança de dados (17%), Mapeamento de processos (10%) e Patrocínio da alta direção (8%). Em relação às iniciativas de tecnologia da informação (TI) que já estão em curso para aderência à lei, o estudo mostra que encabeçam a lista a redefinição dos processos de tratamento de dados, citada por 77% dos entrevistados, a adequação dos websites e portais (69%), o mapeamento do ciclo de vida dos dados (67%) e a implementação de novos processos e workflows para adequação à lei (62%).

*Com informações Logicalis

Hermann Santos de Almirante

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