IA: 62% dos trabalhadores dizem não ter habilidades para usar

Um estudo sobre o isso de inteligência artificial pelas empresas, patrocinado pelo fórum empresarial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostra que à medida que a IA se integra a diversos setores, o desenvolvimento de programas de qualificação profissional por empresas e governos é essencial para manter trabalhadores e organizações competitivos e empregáveis.

“O desenvolvimento de programas de qualificação profissional direcionados por empresas e instituições governamentais é fundamental para os trabalhadores e organizações se manterem empregáveis e competitivos”, afirma o relatório  Aumentando a produtividade e o crescimento dos negócios – o papel das habilidades de inteligência artificial (IA).

Entre os exemplos internacionais mapeados, o Brasil aparece com o case do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. A rede de educação profissional do Sistema Indústria tem utilizado a IA em seis frentes principais: personalização da aprendizagem, criação de conteúdo, análise preditiva de habilidades, eficiência operacional, treinamento de educadores e parcerias estratégicas.

A pesquisa revela que, embora 65% dos empresários afirmem que suas organizações utilizam regularmente IA generativa em pelo menos uma função de negócios, muitos trabalhadores ainda se sentem despreparados para lidar com a tecnologia. Enquanto 60% dos trabalhadores globais estão entusiasmados com a IA, 62% admitem não ter as habilidades necessárias para usá-la de forma eficaz e segura.

A IA tem o potencial de automatizar até 30% das horas de trabalho atuais até 2030, impactando principalmente funções que dependem de tarefas rotineiras. No entanto, a tecnologia também cria demanda por novas habilidades e cargos que complementam as ferramentas de IA. Vagas relacionadas à IA e ao aprendizado de máquina aumentaram 65% desde 2019, com as oportunidades ligadas à IA generativa disparando 411%.

A publicação destaca que, além das habilidades técnicas em IA, como programação e análise de dados, os profissionais precisam desenvolver competências interpessoais e estratégicas. O letramento digital, o senso de negócios e a inteligência emocional são fundamentais para a maioria dos trabalhadores, que interagem com a IA como usuários, e não como criadores.

A ética e o uso responsável da IA também ganham destaque, especialmente em setores como saúde e finanças, onde a segurança e a confiança são críticas.

“Embora o conhecimento técnico seja essencial, as habilidades interpessoais e estratégicas continuam sendo igualmente importantes”, ressalta o estudo.

Hermann Santos de Almirante

Recent Posts

Reconhecimento facial na polícia entra na mira de órgão britânico após auditorias apontarem falhas

O avanço do reconhecimento facial nas forças de segurança do Reino Unido voltou ao centro…

5 dias ago

PL 3.630/2025 abre debate sobre divulgação de imagens de suspeitos e limites da LGPD

Projeto aprovado pela Câmara autoriza estabelecimentos comerciais a divulgar imagens e áudios captados em situações…

6 dias ago

Inteligência Cibernética: A Escalada dos Vetores de Ataque Automatizados por IA

Relatórios recentes de inteligência de ameaças (IBM, 2025-2026) apontam uma mudança estrutural no modus operandi…

7 dias ago

Brasil avança na criação de marco para economia digital e coloca dados no centro da inteligência artificial

O Brasil deu mais um passo na construção de regras para impulsionar a economia digital…

1 semana ago

França barra proibição de redes sociais para menores de 15 anos e reacende debate sobre privacidade

A tentativa da França de impedir o acesso de menores de 15 anos às redes…

1 semana ago

EUA travam disputa sobre quem deve regular a inteligência artificial

Os Estados Unidos entraram em uma fase decisiva da regulamentação da inteligência artificial. Enquanto estados…

1 semana ago