Hackeers
O ecossistema do Pix, principal meio de pagamento do Brasil, sofreu um novo e severo revés. Criminosos cibernéticos conseguiram explorar vulnerabilidades técnicas para desviar aproximadamente R$ 100 milhões de operações no sistema financeiro. O incidente acende o alerta máximo sobre a sofisticação das quadrilhas que miram as brechas de segurança em participantes do arranjo de pagamentos do Banco Central.
Diferente de golpes comuns contra usuários finais (como o “golpe do motoboy” ou engenharia social), este ataque focou na infraestrutura técnica. Os hackers teriam acessado chaves de endereçamento e manipulado processos de liquidação de transações.
A suspeita é que a invasão tenha ocorrido por meio de uma Instituição de Pagamento (IP) com protocolos de segurança menos robustos que os dos grandes bancos de varejo, servindo como “porta de entrada” para o sistema de mensageria que comunica as ordens de pagamento ao Banco Central.
Embora o Pix seja considerado seguro, o aumento de ataques desse porte destaca três pontos críticos:
O Banco Central tem endurecido as regras para as instituições participantes. Entre os mecanismos já em vigor e que ganham importância após este evento, destacam-se:
Até o momento, as autoridades e os órgãos reguladores seguem investigando o rastro do dinheiro, que geralmente é pulverizado em centenas de contas laranjas em questão de minutos, dificultando a recuperação total do montante desviado.
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